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Ilha do Sal: o que ver e fazer

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Para quem procura uma escapadinha ou férias, a dois ou em família Cabo Verde é uma ótima opção. A língua Portuguesa aliada às temperaturas convidativas tornam este num destino que muitos não conseguem resistir. A ilha do Sal é por isso, uma das Ilhas mais procuradas pelos turistas, sobretudo europeus. Se procuram o que fazer na ilha deixo neste artigo algumas sugestões.

Para quem não conhece, Cabo Verde é um arquipélago de 10 ilhas de origem vulcânica localizada a oeste da costa africana, abaixo das Canárias. Cada uma das ilhas dizem ter a sua própria identidade, sendo a ilha do Sal a mais turística de todas.

As águas turquesa a perder de vista, além das paisagens deslumbrantes fazem deste um local único. A Morabeza faz-se sentir – sempre recebidos com um sorriso e todos querem acolher bem. A segurança, apesar das várias abordagens por parte de vendedores, faz com que este seja um dos muitos destinos a ter em conta para viajar.

Ir ao Pontão de Santa Maria

Aqui é onde pela manhã vimos peixe fresco a ser preparado e vendido. Além do peixe, tem outras bancas com água de coco, bijuteria e recordações.

Outrora, havia quem se aventurasse a mergulhar no mar daqui, sobretudo os mais pequenos. Pelo que foi dado a entender, este local tornou-se mais perigoso (águas pouco profundas e bocados de madeira) e então agora já não é tão comum.

Quem for sortudo, poderá avistar tartarugas que por causa dos restos de peixe atirados acabam por se aproximar para se alimentar. Ao final do dia também é um ótimo local para ver o por do sol.

Praia de Santa Maria

Areal da Praia de Santa Maria

Não muito longe do pontão de Santa Maria, há a praia com o mesmo nome. Enorme areal de areia branca contrasta com o mar de tom azul turquesa. Ainda assim não se deixem enganar pela ondulação, que é relativamente forte.

Rua 1 de Junho

Lojas, bares e até a igreja de Santa Maria fazem parte da paisagem desta rua icónica. Vale a pena demorar em algumas lojas. Destaco em especial a loja Shop Fair Trade Djunta Mo Art. Há uma outra também junto à praia de Santa Maria, e tem artigos feitos por locais.

Esta é uma rua pedestre na qual é praticamente impossível não passar. Este é praticamente onde acontece tudo em Santa Maria, um dos locais mais centrais.

Ainda assim, é preciso ter alguma atenção aos insistentes “guias” que levam para uma loja/mercado e que depois “insistem” em vender algo. Isto é algo recorrente na ilha, mas apesar de nunca ter sentido insegurança é algo a ter em conta e estar atento para “não cair”.

Além das compras, a vibe desta rua muda à noite – muitos bares e restaurantes com música ao vivo — sobretudo funaná e coladeira, os ritmos tradicionais cabo-verdianos. É forma perfeita de terminar o dia.

Buddy bar com mural de Randy Pinto
Buddy Bar com mural de Randy Pinto

Dica extra: não perder as quintas-feiras loucas no Funaná Casa da Cultura – localizado próximo da praia de Santa Maria.

Mercado Municipal de Santa Maria

Um mercado de estrutura simples, com fruta e pequenas lojas de roupa. Além do comércio, é aqui que funciona também o EHTCV – Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde, que inclui cursos de cozinha/pastelaria, restaurante/bar.

Praia Porto Antigo (ou Praia da Quintalona)

Para quem acha as águas da praia de Santa Maria muito agitadas – sobretudo para os mais pequenos, vão querer conhecer a praia do Porto Antigo (ou Quintalona).

Praia da Quintalona/Porto Antigo

Uma pequena baía com uma espécie de molhe que evita que as ondas atinjam a praia com a mesma força como acontece em Santa Maria. A areia negra mistura-se com a branca como que uma lembrança da origem vulcânica da ilha.

Esta praia é de acesso público (tal como a maior parte das praias) apesar de um dos resorts parecer se ter apropriado da mesma. O acesso terá de ser feito pelo Porto Antigo e assim que vir o mar virar à direita.

Palmeira

Uma pequena cidade portuária, situada na costa Oeste da ilha, conhecida pelas casas coloridas e ainda pouco turística. Aqui a vida acontece entre o porto de pesca e alguns restaurantes e cafés da zona. Foi aqui que comi búzio no Gata Fish & Yacht Club.

Além da pesca, aqui há também ligações entre outras ilhas – basta consultar as possibilidade e os bilhetes online cvinterilhas.cv.

Buracona (olho azul)

Ainda na mesma zona mas um pouco mais acima, encontra-se Buracona. Um local com uma piscina natural e muito conhecido sobretudo pelo fenómeno único que se assemelha a um “olho azul”. Um buraco no topo de rocha, cuja luz solar reflete no fundo do mar, destacando o azul intenso – daí o nome. A entrada para esta zona é cerca de 3€ e permite o acesso ao “olho azul” e também à pequena baía que permite nadar ou para os mais aventureiros mergulhar.

Neste local, existe ainda um café e um mercadinho com alguns artigos para quem quiser levar algo especial deste local.

Olho azul na Buracona
Olho azul na Buracona

Tubarões-Limão na Baia Parda

Esta foi sem duvida a atividade que mais gostei e ao mesmo tempo a que tinha mais receio. É absolutamente espetacular ver os Tubarões ali tão perto, uma adrenalina inexplicável.

Para visitar, é necessário entrar “mar adentro” na baía e ainda que a altura da água seja baixa, é perigoso devido às pedras que se tornam escorregadias. Por cerca de 3€ tivemos um guia que nos levou ao local exato e por 1€ alugamos uns crocs para caminhar sobre as pedras (simé necesásrio, esqueçam ir descalço ou sapatos de água).

Salinas de Santa Maria

Sal não tem o nome por mero acaso. Diz-se que Santa Maria foi fundada no século XIX, como suporte para a produção e exportação de sal. As salinas foram nacionalizadas na década de 60, tendo mantido a produção até 1984, tendo diminuído após essa data.

Tendo sido entregues às famílias locais, hoje em dia ainda produzem sal para consumo da ilha. As salinas de Santa Maria são um desses exemplos, resultando numa paisagem única. Aqui onde o branco do sal nas águas pouco profundas, pontilhados por aglomerados de sal estendem-se até se perder de vista.

Um trabalhador nas Salinas de Santa Maria

Salinas de Pedra Lume

Entrada das Salinas de Pedra Lume

Num outro local, mais a nordeste da ilha, situam-se as Salinas de Pedra de Lume. Para mim, esta foi uma das atividades mais interessantes: flutuar na água hipersalina (como se fosse no Mar Morto). Estas localizam-se numa caldeira vulcânica inativa, cuja água do mar se infiltrou. Este fenómeno resultou em salinas naturais que são exploradas desde o século XIX. Além de flutuar, é possível fazer lama terapêutica no corpo e visitar o museu do sal. A paisagem lunar é absolutamente incrível, resultando em fotografias maravilhosas.

A entrada é de 5€ por pessoa, sendo que por 1€ podem ter um duche de água doce após o “mergulho” na água hipersalina (valores dependentes sempre de confirmação no local).

Praia dos Búzios ou Cemitério das Conchas

Uma paisagem criada por mão humana – os pescadores ao remover o búzio, fica depois a concha. O aglomerado de conchas cria este efeito único mas que na verdade dá que pensar.

Arte Urbana

Frente ao Mercado Municipal encontra-se um mural com um tubarão.

Um pouco por toda a cidade

Atelier Randy Pinto, localizado em Espargos – um artista local, que além de artista é atleta paralímpico

Gastronomia: comer a cachupa, beber grogue e apreciar o peixe fresco

A cachupa —um guisado de milho, feijão e carne ou peixe — é o prato nacional típico, estando em todos os menus. O grogue, aguardente de cana-de-açúcar, é a bebida daqui, sendo que aconselham com mel e sumo de limão.

Búzio em Palmeira, no restaurante Gata Fish & Yacht Club

Sendo o Sal uma ilha e Cabo Verde um arquipélago, nao será surpresa também que o mar tenha um grande destaque à mesa. Búzio e peixe muito fresco, são uma constante à mesa.

Desportos Aquáticos

O vento da ilha é aproveitado para diversos desportos aquáticos como o kitesurf ou o windsurf. Durante todos o ano, há vento seco constante de nordeste, tornando este num dos melhores destinos para kitesurf. OA praia de Kite Beach, em Santa Maria, é possível encontrar várias escolas e aluguer de equipamento.


Além destes, as águas cristalinas escondem recifes e peixes coloridos ao mesmo tempo que a sua transparência permite visualizar sem esforço. Eu própria vi alguns, incluindo a moreia sem grande esforço, ainda assim tenho pena de não ter feito snorkeling. Os centros de mergulho em Santa Maria proporciona saídas para iniciantes e certificações PADI.

Pachamama Eco Park

Se sobrar algum tempo na agenda ou fazer algo diferente de um dia de praia, um dos locais a ter em conta para visitar é o Pachamama Eco Park. Animais incluindo tartarugas e algumas aves como araras ou pavões num

Ver a desova das Tartarugas

Entre julho e outubro, as tartarugas-de-couro e caretta-caretta sobem às praias do Sal para desovar. Existem projetos de conservação que organizam saídas noturnas supervisionadas — uma experiência emocionante e responsável. Podem falar coma Grão de Sal sobre esta atividade, visto que a legislação está cada vez mais restrita.


Ainda assim, mesmo fora da temporada, é comum avistá-las a nadar durante um mergulho ou até ao final do dia no pontão de Santa Maria.

Muitas destas atividades só foram possíveis graças aos guias da Grão de Sal – a visita a pé por Santa Maria e o dia em visita pela ilha. A Grão de Sal apenas faz visitas em português, sendo que para outro idioma, haverá outras opções.

Perguntas frequentes sobre a Ilha do Sal

Quantos dias valem a pena na Ilha do Sal?

O ideal são 4 a 6 dias para combinar praia, salinas de Pedra de Lume, passeios de catamarã e algum tempo livre em Santa Maria. Se gostas de atividades aquáticas, uma semana passa rápido.

Preciso de carro para explorar o Sal?

Não é obrigatório. Para ficar em Santa Maria e fazer tours organizados, consegues fazer quase tudo sem carro. Se quiseres mais autonomia, um transfer privado ou aluguer pontual ajuda bastante.

Onde ficar na Ilha do Sal?

Santa Maria é a melhor opção para a maioria dos viajantes, porque concentra praias, restaurantes, lojas, escolas de kitesurf e vida noturna. É a base mais prática para explorar Cabo Verde no Sal.

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