Ásia Japão

Osaka em 3 dias: roteiro e o que não perder

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Osaka é uma das principais cidades do Japão e foi a minha primeira paragem nesta viagem inesquecível! Para quem estiver a planear uma viagem ao Japão este é um dos pontos a considerar. Situada na zona de Kansai, Osaka é uma cidade de opostos (que se atraem!): o frenesim de luzes néon e arranha-céus coexistem com templos zen e vielas pontilhadas com as lanternas tradicionais. A comida de rua é também algo que caracteriza a cidade, sendo por isso conhecida como a cozinha do Japão.

Castelo Osaka

Logo após deixar as malas no hotel, esta foi a primeira paragem: Castelo de Osaka (Osaka-jo). Chegamos já ao final do dia, e ainda que cansados da viagem (e um pouco sem sabermos que horas eram por conta do jet lag), foi aqui que nos dirigimos.

O castelo foi originalmente construído em 1583 por Toyotomi Hideyoshi, um dos grandes unificadores do Japão, e a história que carrega é tanto ou mais impressionante do que a arquitetura. Por dentro há um museu e no topo uma vista panorâmica sobre a cidade que vale cada degrau das escadas.

Os jardins e zona envolvente são enormes e muito agradáveis para um passeio – foi por aqui que acabamos por tirar algumas fotos. O acesso a esta zona é gratuita mas entrada no castelo é paga.

Entrada no Castelo: ¥600 | Horário: 9h–17h (fechado nas 2ªs feiras)

Kuromon Ichiba Market

O cheiro a peixe grelhado contrasta com o colorido de frutas num ritmo acelerado. Aqui locais e turistas deliciam-se com os petiscos em ruas estreitas numa confusão típica de um mercado. Aqui vemos ostras, vieiras e peixe frescos escolhidos para serem o almoço ou jantar.

Shinsaibashi-suji

Fiquei alojada num hotel a cerca de 5-10 minutos de Shinsaibashisuji – um espaço com várias lojas de conhecidas marcas nipónicas como Uniqlo, Onitsuka Tiger e ainda um Pokemon Café. Claro, que enquanto estava em Osaka, passava por aqui praticamente todos os dias.

Pokemon Café em Shinsaibashisuji

Dōtonbori

Dotonbori canal by night with neon lights reflecting on water

É o coração de Osaka — luzes de néon, painéis gigantes, restaurante e muita “boa confusão”. Ideal para depois de passear pela Shinsaibashi-suji, seguir para um jantar num dos muitos restaurantes ou petiscar. Vale a pena demorar em admirar alguns dos painéis, sem esquecer o famoso painel Glico Running Man junto do canal.

Pelas ruas não esquecer de experimentar um pouco da comida tradicional: takoyaki (bolinhos de polvo) é a especialidade da cidade — a opção recai sobre Wanaka ou Kukuru, ambas em Dotonbori, com décadas de história. identificam-se facilmente pelas figuras de polvo na fachada. O okonomiyaki é uma espécie de omelete/panqueca salgada com ingredientes à escolha, que podes fazer tu mesmo na chapa da mesa em restaurantes como o Yukari (Namba) ou o Chibo (Dotonbori).

Não perder: A rua Hozenji Yokocho, um beco estreito com restaurantes tradicionais, pavimento empedrado e uma estátua de Fudo Myo-o coberta de musgo a quem as pessoas atiram água para fazer votos. É um dos momentos mais serenos em pleno caos de Dotonbori.

Nara

Os veados são os protagonistas desta região. Andam um pouco por todo o lado entre os templos e o extenso parque e floresta. A cidade, que outrora foi a capital do país, possui templos do século 8. É facilmente acessível por transportes públicos – no meu caso fui de Osaka a Nara de comboio.

É quase irresistível não comprar as “bolachinhas dos veados” aos vendedores, no entanto é necessário ter alguma precaução. Não podemos esquecer que são animais selvagens e como tal, podem tornar-se um pouco agressivos, sobretudo se as bolachas estiverem em local visível ou facilmente acessível.

Ainda assim vale a pena a experiência, são muito fofos e é incrível ver as famílias e a sua ligação àquele lugar.

Mas Nara, não se resume apenas aos veados. Tem alguns locais que merecem ser visitados como o templo Kofuku-ji, mesmo próximo da estação, o Todai-ji com o seu Buda gigante ou o Kasuha Shrine, no topo da floresta.

Tōdai ji Temple
Templo Tōdai ji

Namba Yasaka Jinja

Um dos templos que queria visitar era este, o Namba Yasaka. Claro que para isso influenciou bastante o seu “aspeto” um pouco diferente, com a cabeça de um leão (Shishiden). A cabeça e boca do leão não é por acaso: acredita-se que os maus espíritos sejam engolidos, trazendo sorte e prosperidade. Com 12 metros de altura, é preciso tomar alguma atenção para a encontrar, pois no meio dos prédios e não sendo muito alto quase passa despercebido.

Universal Japan Studios

Uma paragem obrigatória para quem é fã de filmes como Jurassic Park, Jaws e das personagens da Nintendo. Se são fãs de Super Mario e de todas as suas personagens, no Nintendo world tem um cenário único e imersivo. Se forem mais fãs do universo de Harry Potter, há também uma Hogsmeade e um castelo de Hogwarts, num cenário absolutamente incrível!

Para quem tiver curiosidade ou estiver a planear uma viagem até este parque temático, poderá ver o artigo sobre a Universal Studios Japan e Super Nintendo World.

America-Mura

America Mura (ou AmeMura) é o bairro alternativo de Osaka — streetwear, música, cultura alternativa, barbearias vintage, lojas de discos e o Triangle Park onde a juventude osakan se junta. As lojas com artigos em segunda mão combinam com o streetwear mais rebelde e alternativo. É uma área para quem quer fugir do turismo convencional e experimentar algo mais autêntico.

Tsūtenkaku

Foto de Wenhao Ruan na Unsplash

A torre iconica de Osaka, localizada em Shinsekai. Esta torre foi construída em 1912, após a famosa Torre Eiffel em Paris. Ainda assim, devido aos danos provocados pela II Guerra Mundial, teve de ser reconstruída em 1956. A torre tem 103 metros e no topo existe uma plataforma de vidro havendo a possibilidade de descer 60 andares em apenas 10 segundos!

Saiba que…

O nome Shinsekai (新世界) significa ” Novo Mundo”.

Katsuoji

Foto de Andrea De Santis na Unsplash

Conhecido como o “Templo da sorte” ou o “Templo da vitória Daruma” este é um dos mais históricos (e também instagramáveis!) templos da região de Kansai. Dizem que na primavera, as flores de cerejeira e as hidrângeas dão ainda uma beleza extra aos cerca de 26 000 m2 do complexo.

Foto de Loris Boulinguez na Unsplash

Como chegar a Osaka?

O Aeroporto Internacional de Kansai (KIX) fica a cerca de 50 minutos do centro de Osaka de comboio (linha Haruka ou Nankai). O bilhete custa entre ¥1.500 e ¥2.500 dependendo do destino.

Alojamento

Fiquei hospedada o IP City Hotel Osaka, tal como referi anteriormente muito próximo dos principais pontos de interesse como Dotonbori ou a zona de compras Shinsaibashi-suji.

O Que Levar na Mala

Sapatos confortáveis – fiz cerca de 20k passos diários e os sapatos são tirados com frequência nos templos;
Adaptador de tomada – tipo A, igual ao dos EUA;
Cartão de débito sem comissões de câmbio (usei o Revolut enquanto estive lá e andei atenta às taxas de cambio, na altura havia alguns dias que não se pagava a passar de € para ¥);
Dinheiro físico em ienes japoneses (¥) – muitos dos templos por exemplo não aceitam cartões -os multibanco 7-Eleven e Japan Post aceitam cartões estrangeiros, ainda assim algumas caixas em que as taxas de levantamento são mais reduzidas, convém informar;
Uma bolsa de tecido dobrável — nunca sabemos o que pode resultar uma visita à Daiso ou à Don Quijote. No meu caso deu muito jeito a bolsinha da companhia aérea.

Dicas Finais

JR Pass: Se a intenção é fazer várias viagens entre diversas cidades exemplo Kyoto, Hiroshima, Nara, poderá compensar. Ainda assim o melhor é mesmo fazer as contas, pois nem sempre compensa, já que em alguns casos específicos não é válido.

Comer nas lojas de conveniência: Os 7-Eleven, FamilyMart e Lawson japoneses têm onigiri, sopa miso quente, sandwiches e até refeições. Algumas das refeições se pedirmos na caixa de pagamento, aquecem e fica pronto a comer.

Os onigiris é comum encontrar-se nas lojas de conveniência, com grande variedade.

Pocket WiFi ou SIM: Imprescindível. Comprei o meu, mesmo antes de sair de Lisboa na app Airalo* e coloquei no iPhone (verifiquem se o vosso telemóvel é compatível com e-sim). Assim que aterrei foi so ativar. Durante a estadia precisei de mais dados e foi muito fácil acrescentar a partir da app.

Respeitar a cultura: Não falar ao telefone nos transportes públicos, não comer enquanto se caminha na rua (exceto em mercados), e num templo descalçar sempre que houver um desnível na entrada. Em alguns restaurantes, também poderá acontecer ser necessário descalçar.

Fontes: japan-guide.com
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